25set |
|
Posted by Claudia Sardinha
|
Category: Debate
|
Bom, para começar essa análise devemos primeiro entender o seu significado.
Virtual é algo que não é físico, concreto. Apenas conceitual; aquilo que não é palpável.
Atualmente falam muito que o ser humano está vivendo, cada vez mais, uma vida virtual e que isso seria “culpa” da internet.
Com o avanço da tecnologia, o termo virtual ficou, realmente, muito associado à internet. E faz sentido, pois, por exemplo, escrevemos cartas (e-mails) sem usar caneta e mandamos por um “correio” que não pega trânsito, não precisa atravessar o atlântico de avião, nem correr de cachorro bravo.

vivemos num mundo virtual?
Mas o mundo virtual é mais antigo que a tecnologia. Estamos “presos” no virtual pelo simples fato de sermos humanos. Ou o ato de sonhar é real para alguém?
Trabalhamos o imaginário diariamente. Seja na observação do cotidiano, nos planos para o futuro, na leitura de um livro, assistindo a uma novela ou série e, claro, acessando a internet.
Estamos a cada dia mais virtualizados, pois é isso que buscamos. Para superar o real, somente algumas doses de virtual. Com isso, alguns mais despreparados acabam caindo no vício do fictício, outros, até enlouquecem não conseguindo discernir entre ambos os mundos.
E assim seguimos… virtualizando…
Trouxe a tona essa questão, pois recebi um e-mail… daqueles, tipo corrente, mas que fazia esse contra-ponto. Usamos tanto esse termo como algo atual, que esquecemos seu significado real.
Esta crônica consta dos livros Razão e PreTextos, editora all print. Registrada na biblioteca nacional desde junho de 2003, algumas versões desta crônica circulam errôneamente na net como sendo de autoria desconhecida, mas pertence a Rosa Pena é escritora, autora de diversos textos e livros, e também professora, administradora de empresas e especialista em recursos audiovisuais e artes cênicas.
Entro apressada e com muita fome na confeitaria. Escolho uma mesa bem afastada do movimento, pois quero aproveitar a folga para comer e passar um e-mail urgente para meu editor.
Peço uma porção de fritas, um sanduíche de rosbife e um suco de laranja.
Abro o laptop.
Levo um susto com aquela voz baixinha atrás de mim.
— Tia, dá um trocado?
— Não tenho, menino.
— Só uma moedinha para comprar um pão.
— Está bem, compro um para você.
Minha caixa de entrada está lotada de e-mails. Fico distraída vendo as poesias, as formatações lindas. Ah! Essa música me leva a Londres.
— Tia, pede para colocar margarina e queijo também.
Percebo que o menino tinha ficado ali.— Ok, vou pedir, mas depois me deixa trabalhar. Estou ocupadíssima.
Chega minha refeição e junto com ela meu constrangimento.
Faço o pedido do guri, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto “ir à luta”. Meus resquícios de consciência me impedem de dizer sim.
Digo que está tudo bem, que o deixe ficar e traga o pedido do menino.
— Tia, você tem internet?
— Tenho sim, essencial ao mundo de hoje.
— O que é internet?
— É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar. Tem de tudo no mundo virtual.
— E o que é virtual?
Resolvo dar uma explicação simplificada, na certeza de que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha deliciosa refeição, sem culpas.
— Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar, tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer, criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que ele fosse.
— Legal isso. Adoro!
— Menino, você entendeu o que é virtual?
— Sim, também vivo neste mundo virtual.
— Nossa! Você tem computador?
— Não, mas meu mundo também é desse jeito…virtual.
Minha mãe trabalha, fica o dia todo fora, só chega muito tarde, quase não a vejo. Eu fico cuidando do meu irmão pequeno que chora de fome e eu dou água para ele imaginar que é sopa. Minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas não entendo pois ela sempre volta com o corpo. Meu pai está na cadeia há muito tempo, mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos, ceia de Natal, e eu indo ao colégio para virar médico um dia.
Isso é virtual, não é tia?
E se você acha que está exgerando no mundo virtual e deseja alguém para conversar, a psicóloga Fernanda Villas Boas está oferecendo um atendimento gratuito para aqueles que disserem ser indicados pelo site Tecnologia Outonal.
Abraços a todos e um ótimo fim-de-semana ![]()
Claudia Sardinha
|
25th set 2009
|
18set |
|
Posted by Claudia Sardinha
|
Trabalhando desde o início do mês na Bienal do Livro, que acontece aqui no Rio, até o próximo domingo, pude notar que apesar do evento contar com uma multidão de visitantes, nem todas essas pessoas usufruem, de fato, do prazer e dos conseqüentes benefícios da leitura.
Mas você deve estar se perguntando: o que a Bienal tem a ver com tecnologia e especialmente com lan-house? (pronuncia-se “lã rause”)
Vou explicar. Mas antes, cabe uma breve explicação sobre o que é uma lan-house.
São duas palavras em inglês. Ao “pé da letra”, lan significa rede. E house, casa.
A união dessas duas palavras é usada para identificar um estabelecimento onde computadores estão interligados, ou seja, em rede. (prometo falar sobre redes numa outra oportunidade)
Nesse local, seus freqüentadores pagam pelo uso do computador para acessar a internet, se relacionar em redes sociais, jogar, digitar textos, para mencionar apenas algumas das possibilidades diante do pc conectado.
Para esclarecer a relação que estou fazendo entre a Bienal do Livro e lan-house, compartilho com vocês um fato que vem se repetindo, desde o início da feira de livros.
Estou trabalhando no stand da Larousse (pronuncia-se “lá russe”). Uma editora consolidada no mercado literário, conhecida pelas enciclopédias e tantos títulos interessantes.
Apesar disso, venho sendo abordada por adolescentes entre 12 e 16 anos, fazendo uma pergunta, no mínimo curiosa: “Por favor, quanto é a hora na lan-house?”.

Stand da Editora Larousse
Em resumo, a garotada desavisada vê Larousse e interpreta como Lan-house.
E eu fico pensando quantos estão inseridos na tecnologia, são desenrolados com celulares e tantos aparelhos eletrônicos e mal sabem ler.
Não estou generalizando, mas fico triste por ver essa garotada transitando tão bem em redes sociais, mas não tendo o mesmo desempenho em outros meios.
Ratifico que a pergunta “curiosa” não foi feita a mim por um ou dois adolescentes, mas por vários.
Também não pretendo apresentar soluções, mas promover uma reflexão.
O que estamos fazendo com nosso tempo repleto de tecnologia? Tornando a vida mais práticas? O que fazemos com o tempo que sobra?
Finalizo com um pensamento, atribuído ao Bill Gates.
“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história.” (Bill Gates)
Abraço a todos,
Claudia Sardinha
|
18th set 2009
|
4set |
|
Posted by Claudia Sardinha
|
Category: Notícia
|
Ontem participei de um teste de usabilidade muito interessante.
Mas, afinal, o que é usabilidade?
De acordo com a wikipedia, usabilidade é um termo usado para definir a facilidade com que as pessoas podem empregar uma ferramenta ou objeto a fim de realizar uma tarefa específica e importante.
A usabilidade está relacionada aos estudos de Ergonomia e de Interação Humano-computador. Tudo isso para tornar o acesso compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas.
O teste que participei era para analisar a compra de um mesmo livro tanto na livraria real quanto na livraria virtual. Para isso, deveríamos selecionar a mesma livraria para os 2 ambientes e calcular o tempo utilizado para finalizar a compra, identificando se foi fácil encontrar o livro já determinado e analisar os prós e contras das duas modalidades de compra.
Engana-se quem pensa que usabilidade refere-se apenas a sites na internet. Usabilidade é sinônimo de facilidade de uso. Se um produto é fácil de usar, o usuário tem maior produtividade: aprende mais rápido a usar, memoriza as operações e comete menos erros.
Sempre que houver uma interface, ou seja, um ponto de contato entre um ser humano e um objeto físico (ex: no caso desse teste, uma livraria) ou abstrato (ex: softwares), podemos observar a usabilidade que esse objeto oferece.
E como a usabilidade pode ajudar pessoas com necessidades especiais, terceira idade e problemas cognitivos?
A usabilidade é uma medida relativa. O mouse é fácil de usar, mas para quem? Uma trackball pode ser mais fácil de usar por quem tem deficiência motora ou sofre de LER. A interface ideal é aquela que está adaptada às necessidades de seus usuários. O usuário de terceira idade pode precisar de textos com letras maiores e o usuário com desvantagem cognitiva pode precisar de alguns textos de ajuda a mais. ou seja, a usabilidade vai depender do ponto de vista de quem usa
No Brasil, ainda se investe muito pouco no assunto, mas já há um movimento de mudança. Pessoas antes excluídas, agora exigem seus direitos de uso e isso tem trazido à tona os temas usabilidade e acessibilidade (que falaremos num outro momento).
Bom, voltando ao teste que participei, o grupo (esses testes são sempre em grupo) avaliou a compra da seguinte forma:
VANTAGENS
Compra online:
- Levamos de 7 a 10 minutos, incluindo o cadastramento, para fechar a compra.
- Conforto (não há necessidade do deslocamento).
- Você só compra aquilo que se propôs a comprar.
Compra real
- Leva-se o produto na hora. E caso não haja o produto naquela filial da loja, o produto é adquirido no máximo em 24hs.
- Pagamento mais seguro.
- Parece um passeio. Além de estar em contato com outros produtos, muitas livrarias hoje em dia já possuem um café interno para os clientes ficarem mais tempo e degustarem os produtos com calma.
-Produto pode ser testado. No caso deste teste, folheado.
DESVANTAGENS
Compra online:
- O produto só chega 2 / 3 dias após efetuado o pagamento (que pode ser boleto, cartão de crédito ou débito em conta).
- Pagamentos pela internet sempre são mal vistos por questões de segurança. Nem todo mundo tem coinciência de manter seus anti-vírus atualizados e ter firewall instalado.
- Se você precisa comprar o produto (nesse caso um livro), mas não o conhece, não há como folhear para ver se atende realmente às suas necessidades.
Compra real:
- Levamos de 15 a 20 minutos entre ser atendido por um vendedor, ficar na fila para pagar e levar o produto.
- Precisa se deslocar até o local de compra, arriscando-se na rua e podendo chegar ao local e não encontrar o objeto de desejo.
- Você pode ser induzido a gastar mais que o planejado.
Enfim, baseado nesse teste, tire suas conclusões. Faça suas listas de prós e contras e comente aqui. Sempre há algo a ser acrescentado. Aguardo sugestões
Abraço a todos,
Claudia Sardinha
|
4th set 2009
|
Tags: usabilidade, virtual
|
3set |
|
Posted by Claudia Sardinha
|
Pessoal fui convidada para dar uma palestra no evento BlogCamp 2009 deste sábado, referente a inclusão digital para 3ª idade.
Estou numa empolgação só..rs.
Será, como o Bruno Dulcetti mesmo chama, uma desconferência..rs. Um bate-papo informal.
O evento acontece dia 05 de setembro de 2009, sábado.
Em Copacabana, no SENAC que fica na Rua Pompeu Loreiro, 45
Portas abrindo às 8h, mas começa oficialmente às 9h, com pausa para almoço às 12h30 e retorno às 14h. O encerramento do evento vai ser entre 17h30 e 18h
A entrada é de 15,00 pagos antecipadamente. Inscrições podem ser feitas através do site: http://migre.me/69×9
Arenas BlogCamp RJ
Arena Conteúdo
Essa arena será no teatro, que fica na parte inferior do Senac. É um belo espaço que cabe por volta de 150 pessoas, bastante gente. Discutiremos assuntos diversos como:
* Relevância ou audiência?
* Mídias sociais
* Práticas e metodologias de gestão de conteúdo
* Como se tornar um Blogueiro profissional
Mas lógico, são vocês que criam esses assuntos, portanto espero sugestões de assuntos para essa Arena, assim como as outras
Arena Business
Assim como no ano passado, teremos uma arena para falar de negócios, não somente monetização, assunto já satirizado por todos. Mas assunto relacionados a como ganhar dinheiro sempre são bem vindos, mas faremos de forma diferente, não somente adsense, ganhando dinheiro, mas transformar o Blog em um negócio sério e tudo mais. Alguns dos temas:
* Como transformar meu blog em negócio
* Empreendedorismo
* Ferramentas de gestão de conteúdo
* Criando seu Blog de forma Ágil
* Como manter um blog com mais de um autor
Já disse acima mais não custa nada relembrar que vocês que mandam nisso, então mandem opiniões.
Arena Tech
Eu tentei ministrar essa arena ano passado, mas percebi que quem organiza não pode se comprometer com isso, pq sempre dá merda e falta tempo, portanto outro caboclo irá media essa Arena, se é que isso seja necessário. Falaremos da parte “pedreiro” de um blog, do camarada que sabe meter a mão no código, programar, etc. Falaremos sobre como melhorar isso, ferramentas para blogs, plugins, código, melhorias, etc. Abaixo mais uma listagem:
* Design para blogs
* Criando Plugins para o WordPress
* WordPress, Joomla ou Drupal?
* Deixando seu código-fonte mais enxuto
Arena Videolog e PodCast
Eu falei que tinha novidade pô
O BlogCamp RJ de 2009 será o primeiro a ter uma arena para abordar essas duas áreas de conteúdo tão utilizadas na internet, áudio e vídeo. Teremos um workshop/oficina em uma sala acústica ministrada pelo meu nobre camarada @Ocktock, que manda muito bem nos PodCasts Baú Pirata, Papo de Gordo, NerdCast, Rapadura, Monalisas, entre outros, acabei escrevendo errado, me desculpem
O Ocktock manda bem no Máqna do Tempo e falará sobre podcasts, etc. Estamos vendo algo interessante para preparação de podcasts, tanto como melhorar voz, entre outros assuntos modafocas.
Alguns assuntos selecionados foram:
* Edição e finalização
* Técnicas de gravação
* Produção
* Técnicas de apresentação
* Roteiros
Mas claro que, novamente, vocês podem sugerir algo que, se possível, iremos fazer.
As oficinas, lógico
Como não poderia faltar, as oficinas estarão presentes nessa edição do BlogCamp. Além das oficinas na Arena Videolog/PodCast, teremos algumas outras sobre conteúdo, tecnologia, entre outros assuntos. E você, sim, você mesmo que está se perguntando que fará essa oficina. No formulário de inscrição temos um campo para sugestão de oficinas e se você daria essa oficina.
|
3rd set 2009
|
Tags: BlogCamp
|











