23out |
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Posted by Claudia Sardinha
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Category: Debate
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Essa semana meu computador resolveu me dar uma dor de cabeça – queimou a minha fonte, que é, basicamente, uma das peças chaves para fazer o dito cujo ligar
Passado o susto, veio a questão: o que fazer com a peça estragada?
É importante dar um destino adequado aos equipamentos eletrônicos. Quando ainda estão funcionando eles podem ser doados ou vendidos. E, no caso de não funcionarem mais, também é possível devolvê-los a alguns fabricantes para que eles façam a reciclagem adequada?

No Brasil, o produto mais fácil de ser devolvido é o telefone celular: além das fabricantes, muitas operadoras recolhem os aparelhos. Mas o que fazer com computadores e peças de informática num geral?
Meu primeiro pensamento foi contatar o CDI próximo de onde moro. O Comitê para a Democratização da Informática (CDI) recebe doação de equipamentos e de periféricos em funcionamento, para serem usados por mais alguns anos em escolas de inclusão digital. Mas quando questionados quanto ao recebimento de material defeituso para encaminhamento a algum posto de reciclagem, os mesmos informaram que não faziam e nem possuíam informação de onde o mesmo poderia ser descartado.

Lixão em Buenos Aires (Argentina) mostra eletrônicos descartados. (Foto: Reuters)
Continuei minha busca pela internet, claro, até que encontrei algumas informações.
Descobri que a Dell, entre os três principais fabricantes de computador no país, é a única que apóia uma política de coleta de computadores usados.
Já a HP, sua concorrente, disponibiliza campanhas sazonais chamadas Trade-in (saiba mais), realizadas em grandes lojas de varejo. Com ela, equipamentos usados de qualquer marca ou modelo podem ser revertidos em descontos na compra de impressoras, multifuncionais e scanners da HP.
Ainda não havia encontrado o que procurava, até que achei uma matéria de um grande jornal do Rio informando uma lista de empresas, projetos e centros de coleta que poderiam ajudar consumidores a colaborar para o descarte devido de pilhas, baterias e eletroeletrônicos. Verifiquei um a um, mas nenhum trazia qualquer tipo de informação de “para onde devo mandar um equipamento que não funciona mais?”.
Infelizmente, essa é a realidade que enfrentamos quando queremos fazer a coisa certa.
Existe uma proposta de uma possível política do MMA (Ministério do Meio Ambiente) com o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), onde a questão do lixo eletrônico já foi discutida e será regulamentada pela lei em questão. Acessei o site do CONAMA e não encontrei menção ao fato. Entrei em contato e aguardo uma resposta, que será publicada no blog.
Ainda estou com a peça em minha casa, em busca de um local adequado que a receba. Se alguém tiver alguma informação, por favor, colabore com o meio ambiente e conosco aqui do blog – faça um comentário. É fácil! Ao final deste texto tem um campo para isso. Vamos colaborar com a mãe natureza, antes que ela nos expulse de sua casa.

Veja porque não jogar esse tipo de material na lixeira comum:
Chumbo – usado em TVs, celulares e computadores – Danos cerebrais, neurológicos e renais, doenças do sangue e comprometimento de fetos. Em altos níveis de exposição causa vômito, diarréia, convulsões, coma e morte.
Mercúrio – usado em lâmpadas, displays, telas LCD, chaves e circuitos impressos – Altos níveis de exposição contribuem para danos cerebrais, renais e problemas de desenvolvimento de fetos, podendo contaminar o leite materno e os peixes. A sua ingestão ou inalação causa danos ao sistema nervoso central e aos rins.
Cádmio – usado em baterias de celulares, resistores, detetores de infravermelho, semicondutores, tubos de TV antigos e alguns plásticos – Sua concentração no organismo é cumulativa e pode causar problemas de rins, danos na estrutura óssea, além de ser cancerígeno.
Arsênico – usado em celulares – Causa doenças de pele, prejudica o sistema nervoso central e pode causar câncer de pulmão.
Belírio – usado em placas-mãe de computadores e celulares – Causa câncer de pulmão.
Cromo hexavalente – usado na proteção de placas metálicas contra a corrosão – Causa bronquite asmática e deformações do DNA.
Plásticos e PVC – constituem, em média, 20% do material dos computadores, usados em circuitos impressos e componentes como conectores, gabinetes e cabos – São difíceis de serem separados na reciclagem e, quando queimados, produzem substâncias tóxicas que, se inaladas, causam problemas no aparelho respiratório.
Retardantes de chamas (BRTs: Brominated Flame Retardant) – Causam desordens hormonais, nervosas e reprodutivas.
Segue a lista dos locais que recebem equipamentos ainda em funcionamento.
Canon
Mantém um programa de reaproveitamento de impressoras e de reciclagem de resíduos sólidos. Coleta equipamentos pelas redes de assistência técnica. Site: http://www.canon.com.br
Comitê para a Democratização da Informática (CDI)
Organização não governamental que recebe doações de computadores e de periféricos usados, mas em condições de uso. Direciona os equipamentos para centros de inclusão digital. Acessórios como caixas de som, teclados e mouses somente são recebidos em bom estado. Site: http://comite.cdi.org.br
Comlurb
A companhia de coleta e limpeza municipal do Rio mantém cestas coletoras espalhadas pela cidade. Na área “Serviços” do site da companhia esta a lista de bairros em que é possível encontrá-las. Site: http://www.rio.rj.gov.br/comlurb/
Dell
O cliente do Brasil e México acessa o site da marca e descreve o equipamento que deverá ser coletado. Um representante autorizado da área de Logística Dell marcará um horário para apanhar o equipamento a ser reciclado. Site: http://www.Dell.com/recycling
Hewlett-Packard (HP)
Os clientes podem solicitar o descarte das baterias pela internet para receber, pelo correio, um envelope pré-pago para a remessa de baterias a serem recicladas, com instruções para seu destino correto e sem custos. Os clientes também podem entregar as baterias diretamente na rede de assistência técnica da HP, espalhada por todo o Brasil. Site: http://www.hp.com.br/baterias
Centro de Recondicionamento e Reciclagem de Computadores do Distrito Federal (CRC/DF)
Mantido do Distrito Federal pela Fundação Banco do Brasil (FBB), em parceria com a Associação de Apoio a Família, ao Grupo e a Comunidade (Afago), a Cobra Tecnologia e a Ong Programando o Futuro. Recebe equipamentos de informática e recondiciona para programas de inclusão digital. Site: http://www.fundacaobancodobrasil.org.br
Kodak
Mantém um programa de reciclagem de câmeras de uso único, os modelos de descartáveis. Na área de responsabilidade social do site da companhia estão informações sobre o sistema de coleta de equipamentos – “Segurança, Reciclagem e Descarte de Produto”. Site: http://www.kodak.com.br
Motorola
Usuários podem depositar aparelhos celulares, rádios bidirecionais, acessórios (carregadores, fios e fones de ouvido, entre outros) e baterias nas urnas localizadas nos Serviço Autorizado Motorola (SAMs). Em cidades em que não há rede autorizada, usuários podem acessar a internet para participar do MotoColeta (4002-1244 para capitais ou regiões metropolitanas ou 0800-773-1244 para as demais cidades. Site: http://www.motorola.com.br
Museu do Computador
O museu, em São Paulo, aceita doações de equipamentos de computador, bem como telégrafo, telefone, máquina de calcular, máquina de escrever, videogames, impressoras e peças como floopy drive, HDs, placas-mãe, teclados, monitores, mouses e fontes de energia, mesmo sem funcionar. Softwares antigos, disquetes, manuais, revistas de informática, livros e pôsteres vão para a Biblioteca do Museu. Informações (11) 5521-3655 ou http://www.museudocomputador.com.br
Nokia
O programa de reciclagens está há sete anos no Brasil. As caixas de produto trazem explicações sobre o descarte correto da bateria e orientação sobre a rede de coleta dos dispositivos. Entre 60% e 85% dos componentes de um telefone celular Nokia são recicláveis. Site: http://www.nokia.com.br
Sony Ericsson
Tem programa de coleta especial. O consumidor final entrega sua bateria e/ou aparelho completo nas assistências técnicas e/ou postos de coletas. Informações: 4001-0444 (Custo de chamada local) ou 0XX11 4001-0444
Valvolândia
Tradicional loja de São Paulo especializada em válvulas e baterias. Coleta pilhas e baterias usadas e encaminha-as aos fabricantes e importadores. No site há endereços de postos de coleta em São Paulo. Site: http://www.valvolandia.com.br.
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23rd out 2009
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Tags: lixo eletrônico, reciclagem
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