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9

jul
Posted by Claudia Sardinha

Quarta-feira cheguei em casa a noite e lá estava um pacote pesado esperando por mim. No rementente dizia Central Globo de Comunicação.

Curiosa com o conteúdo, abri rapidamente e dentro achei uma carta e um livro – Cultura da Convergência, de Henry Jenkins.



Lendo a carta e a orelha do livro, entendi o motivo daquele presente.

Henry Jenkins é professor e diretor do programa de Estudos de Mídia Comparada do MIT. Nesse livro ele explora as grandes mudanças que estão ocorrendo no mundo dos negócios com as multiplicações de conteúdos.

Ele fala sobre a questão da convergência, não pelo lado tecnológico, mas como um processo cultural que estimula a participação dos usuários/consumidores nas decisões que antigamente ficavam restritas aos interesses dos veículos e marcas. No que ele chama de a Cultura do Fã, onde pessoas comuns interagem, modificam e remixam mídias/conteúdos que foram originalmente construídos por produtoras de conteúdo.

Não somos mais meros espectadores. Agora também produzimos conteúdo.

A carta que acompanhou o livro anuncia que esse é o novo posicionamento da Rede Globo, que conta com nova área de comunicação transmídia. Ou seja, o marketing contemporâneo não busca mais somente marcas que identifiquem seus produtos. Com os novos rumos da Tecnologia da Informação (TI), a publicidade tem que criar experiências de envolvimento, participação e interação para cativar os consumidores.

E nisso, a Rede Globo está de parabéns. Não foi a primeira e nem será a última vez que vejo a empresa se preocupar em integrar-se com blogueiros e pessoas que também produzem informação.

As mídias antes consideradas alternativas (blog, orkut, twitter, facebook, youtube etc) hoje já são vistas como geradores de conteúdo e, com isso, parte dessa cultura de convergência.

Compreendendo isso, volto ao livro e a seu autor. Para ele a convergência não é um processo tecnológico ligado a um equipamento, mas sim “uma transformação cultural, à medida que os consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos midiáticos dispersos“.
Nesse contexto, uma “história transmidiática se desenrola por meio de múltiplos suportes midiáticos, com cada novo texto contribuindo de maneira distinta e valiosa para o todo”.

É o que podemos ver no filme “Matrix” e nos seriados Lost e Heroes. Os produtores criaram as histórias que foram para as telas. Depois virou quadrinhos, games, vídeos no youtube. Os fãs deram continuidade e criaram universos paralelos. Uma verdadeira máquina que movimenta-se “por si só”.

Para compreender melhor o que o senhor Jenkins explica no livro, assista a uma entrevista dada ao programa Milênio, da Globonews.


A cultura da convergência é um fenômeno que está revolucionando o modo de se encarar a produção de conteúdo em todo o mundo.

Trazer isso para os leitores do Tecnologia Outonal se tornou uma prioridade minha, pois acredito que, às vezes, basta um pouco de incentivo para ajudar naquele pontapé inicial.

E para quem gostou do assunto e quiser buscar mais informações, também recomendo o blog Ponto de Fuga, do Clayton Melo, jornalista da Gazeta Mercantil.

Aguardo a opinião de vocês quanto ao assunto e, caso tenha alguma produção sua rolando pela Internet, divulgue-a aqui. Esse espaço é colaborativo :)

Abraço a todos e bom fim-de-semana.
Claudia Sardinha

9th jul 2010

29

jan
Posted by Claudia Sardinha
Category: Notícia

Não,  não é algo que tornamos maior…rs.

Já há algum tempo queria falar sobre esse assunto, então, cá estou.

Realidade Aumentada (RA) é um termo para uma exibição ao vivo direta ou indireta, de um ambiente de mundo físico real, cujos elementos são mesclados com (ou aumentada por) imagens geradas por computação virtual a criação de uma realidade mista.

Embaralhou a cabeça?

Então eu explico.

É como brincar de ilusionista. Você visualiza algo que não está acontecendo realmente. Por exemplo, você pode vestir uma camisa ou segurar um objeto que se encontra somente no computador, mas você se vê com aquilo.

Como?

Primeiro você precisa ter uma webcam. Com isso, quando acessar sites que possuam essa tecnologia, verá sua pessoa projetada na internet. é aí que a brincadeira começa. Com auxilio de programinhas ou de um simples pedaço de papel (com um símbolo especificado pelo site), você terá em suas mãos um “holograma”. Poderá experimentar óculos escuros, camisetas e fingir segurar objetos em suas mãos.

É melhor deixar de explicação e ir direto aos exemplos.

Um site relativamente fácil de entender a brincadeira é o site da Malhação ID. Aqui você vai vestir uma camiseta e salva a foto. Você acessa o site e clica na parte de baixo, à direita, em realidade aumentada.

site Malhação ID

site Malhação ID



testando site Malhação ID

testando site Malhação ID



Já esse site aqui, mostra o exemplo da ilusão sobre um papel que você segura na vida real.

Nesse site a brincadeira é se transformar num autobots, do Transformers. Para isso é necessário fazer download e instalação de um plugin (programa para funcionamento de uma determinada coisa na internet).

autobot

Gostou? Quer saber mais? Então assista a esse vídeo bem interessante do site Olhar Digital e divirta-se experimentando as indicações.



Abraço a todos e bom fim-de-semana :)
Claudia Sardinha

29th jan 2010

8

jan
Posted by Claudia Sardinha
Category: Novidade

Segunda-feira, dia 11, começa uma novela que mostra a sensação de viver num universo múltiplo e dinâmico, que está em constante mudança por força da tecnologia. Essa é a matéria-prima de Tempos Modernos, que passará no horário das sete na Rede Globo.

Ambientada no centro de São Paulo, a história gira em torno de um homem que construiu um reinado bastante peculiar, formado por um edifício inteligente, “protegido” por câmeras de segurança que são controladas por um super computador.

E é neste prédio que acontece grande parte da novela que conta com autoria de Bosco Brasil, supervisão de texto de Aguinaldo Silva e direção artística de José Luiz Villamarim.

O Titã é um prédio fictício que seguiu à risca a arquitetura da fachada do cenário original, o Edifício Grande São Paulo, erguido na década de 70.

A novela acompanha a revolução tecnológica sem deixar de lado as relações humanas e explora as mais diversas formas de amar: entre pai e filha, irmãos, homem e mulher, amigos. As variáveis da paixão, com suas dores, seus excessos e suas inseguranças, dão tempero às histórias, rotuladas pelo autor como convergentes.

O relacionamento homem-máquina também será discutido. Uma das brincadeiras da novela é o computador que controla o prédio onde vivem e trabalham as peças-chave para o desenrolar das situações. Auto-irônica, temperamental e não muito avançada, essa máquina mexe com a vida das pessoas e deixa claro que a tecnologia não tem por princípio sufocá-las.

Para Bosco Brasil, o desconforto sentido à flor da pele nos dias de hoje não é decorrente desta realidade, quase virtual e cada vez mais high-tec. “Quem abre mão da humanidade é o próprio ser humano”, frisa o autor, que promete tomar partido do lado engraçado da interação entre homem e máquina.

Essa cômica novela também conta com vilões pra lá de high-techs. Um deles é Albano (Guilherme Weber) , o sinistro responsável pela segurança do edifício. Secretamente, ele controla as câmeras do prédio e usa diversos equipamentos tecnológicos para não perder um passo das pessoas que estão em seu foco de ataque. Um de seus aparatos tecnológicos ultramodernos são umas baratas espiãs (eca!! rs). O minúsculo robô, com a estranha aparência de um inseto, circula por diversos ambientes registrando conversas, segredos, encontros e discussões. O curioso bichinho ganha vida graças à computação gráfica.

A cenografia também utiliza recursos de computação gráfica para trazer parte de São Paulo até a cidade cenográfica da novela, construída no Rio de Janeiro. Durante as gravações na capital paulista, a equipe de produção captou inúmeras imagens de locais específicos do centro, para serem inseridas em áreas pré-definidas do cenário.

O olho que tudo vê

Ele se chama Frank, mas não é um monstro como o próprio nome sugere. Não se sabe muito sobre a sua história, apenas que é um computador temperamental, construído e instalado no coração do edifício, que se chama Titã. É ele quem controla diversas funções do prédio e ainda interage com os moradores. É quase um síndico onipresente. Quando menos se espera, lá está sua voz: questionando, consolando ou mesmo debochando das pessoas que vivem ou circulam pelos apartamentos e estabelecimentos comerciais. Em qualquer situação, Frank tem uma resposta pronta a ser disparada, não importa em qual direção.

tempos modernos_computador frank

O Titã é um desses edifícios inteligentes, com os mais avançados recursos tecnológicos que controlam desde a temperatura interna até a vigilância de tudo o que acontece dentro de suas paredes, com a ajuda de câmeras instaladas estrategicamente em determinados pontos. Claro, tudo de acordo com o funcionamento e humor de Frank. Composto por apartamento de diversos tamanhos e lojas comerciais, o Titã concentra num único espaço a modernidade e as memórias de uma construção que está na cidade há cerca de 40 anos.

tempos modernos_computador frank2

Esse tal computador, o Frank, não é um equipamento dos mais avançados. Aliás, com seu gênio difícil, ele teme ser trocado por uma versão mais atualizada. Ninguém tem acesso a sua sala de controle, com exceção de Leal (Antônio Fagundes), com quem tem uma relação amigável, com pitadas de humor e emoção.

Tempos Modernos

E a novela mal começou e as comparações já começaram.

Olho que tudo vê? (Senhor dos Anéis),
olho_que_tudo_ve

Computador temperamental? (Hal – Filme 2001)
hal9000-2

Parecido com o computador de Tony Stark em “Homem de Ferro”?
iron_man2_poster[3]

O telespectador poderá ver, sob a ótica de Frank, aquilo que acontece ao seu redor. E não será difícil saber quando o que está sendo mostrado é o ponto de vista do temperamental computador. As imagens têm um tratamento especial, modificadas por uma lente grande angular chamada ‘olho de peixe’. As cenas ficam distorcidas, com dimensões desproporcionais e bem diferentes do normal.

Em entrevista com o dramaturgo Bosco Brasil, que nasceu em Sorocaba e começou sua vida profissional em São Paulo, onde a novela é ambientada, ele fala sobre sua inspiração para a novela e sua ligação com a tecnologia.

Bosco Brasil

Bosco Brasil


Bosco Brasil viveu seus dias como office-boy antes de começar a escrever para o teatro e para a TV. São mais de 30 peças de sua autoria e sete novelas que tiveram sua colaboração, como ‘Anjo Mau’, ‘Torre de Babel’ e ‘Coração de Estudante’. Na Rede Globo, é a primeira vez que assina uma obra, sob a supervisão de Aguinaldo Silva.

Qual foi a principal motivação para escrever Tempos Modernos?
Bosco Brasil: Há uns três anos, essa história vem tomando forma. Primeiro, pensei na nossa interação com a tecnologia, que rende situações bem engraçadas. Às vezes parece que essa tecnologia ganha vida própria, só para debochar da nossa cara. Outra questão que me incomoda muito é essa moda de vender uma ilusão chamada segurança com risco zero, coisa que definitivamente não existe. Hoje pagamos para ser vigiados. Foi desta forma que cheguei ao universo dos edifícios inteligentes. Depois, faltava apenas achar um lugar onde encaixar isso tudo. Escolhi a região pela qual que tenho mais carinho, o centro antigo de São Paulo, lugar que conheço bastante e que tem uma riqueza humana incrível.

Quem é o Frank?
Bosco Brasil: É um computador temperamental, amalucado, que conta piadas e meias verdades. Ele quer “ganhar” da humanidade. É uma grande brincadeira da novela. O Frank é o comentarista da cena e o público vai poder se enxergar nele. É o ponto de vista do telespectador, quase um jogo metalinguístico, permitindo que o público entenda as razões concretas dos personagens. O Frank é um convite ao telespectador para interagir e interferir nas histórias.

Para quem não sabe, a voz de Frank é do Márcio Seixas, o dublador do Capitão Spock (Jornada nas Estrelas), do Senhor Incrível, do Prezunic e até de Sean Connery.

O dublador (a esquerda) deu vida a vários personagens do cinema e da televisão

O dublador (a esquerda) deu vida a vários personagens do cinema e da televisão


Você é fã de tecnologia ou é daqueles que perde feio na disputa com aparelhos eletrônicos?
Bosco Brasil: Fico completamente enrolado com essas coisas, a verdade é essa! Sou o oposto do meu irmão mais velho, um homem totalmente tecnológico. Eu sempre tive dificuldades em ler manuais e descobri que não sou o único. É claro que a tecnologia veio para nos ajudar. Mas a realidade é que ela cria uma série de necessidades novas, com as quais não estávamos habituados.

Então, não percam, dia 11, Tempos Modernos! :)

Abraços,
Claudia Sardinha

8th jan 2010

22

dez
Posted by Claudia Sardinha
Category: Clipping

Um dia intenso de trabalho.

Você chega em casa e avisam que há uma encomenda para você.

Para sua supresa era um envelope da Globo.

O que havia dentro? Um belo cartão (escrito a mão, diga-se de passagem) e uma caixa de chocolates!

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todos já devidamente devorados...rs

todos já devidamente devorados...rs



capricho nos detalhes - chocolate personalizado

capricho nos detalhes - chocolate personalizado



cartão nominal e escrit a mão

cartão nominal e escrit a mão



A CAT está de parabéns pelo cuidado e carinho.

Fizeram uma blogueira feliz! :)

22nd dez 2009
Tags: ,

13

nov
Posted by Claudia Sardinha
Category: Debate, Eu fui!, Notícia

Essa semana recebi um convite do departamento de Mídias Sociais da Globo para uma visita ao PROJAC e bate-papo com atores e o autor de Malhação.

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Tudo aconteceu nessa quarta num encontro, das 11hs às 16hs, que mostrava aos blogueiros convidados as mudanças acontecidas na novela desde sua estruturação e tramas até o surgimento de um novo site que se somaria ao convencional existente até hoje.

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O que mais me impressionou neste encontro não foi o café-da-manhã, passeio pela cidade cenográfica, almoço ou conversa com os atores. Mas sim perceber o quanto as mídias sociais (blogs, twitters, orkut etc) estão chamando atenção e fazendo sua opinião valer. Tanto que a própria Rede Globo resolveu criar um departamento somente para tratar do assunto.

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E a coisa não pára por aí não! Essa campanha de divulgação se estendeu também para outras cidades brasileiras como Belo Horizonte, São Paulo, Salvador e Porto Alegre. Nessa divulgação temos oportunidade de ouvir o próprio autor da novela Ricardo Hofstetter falar de suas intenções para melhorar o programa e de fazer perguntas para ele e os atores convidados Fiuk, Carolinie (Dominga) e Cristiana Peres.

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É importante perceber a importância dada aos detalhes, ao tratamento. Uma posição antes somente ocupada por jornalistas.
Não há dúvida quando ao potencial dos blogueiros como canais de informação e comunicação. O blogueiro é um novo canal de mídia, mas também um consumidor que tem voz nesse vasto mundo da internet. Algumas empresa têm buscado entender essa relação e entrar nesse universo com estratégia e inteligência. Algumas, como a Globo, montam sua própria equipe especializada no assunto. Outras, como o Brechó Charisma, contratam profissionais da área para ajudar nesse relacionamento.

É um ambiente novo e de uma variedade enorme onde todas as empresas estão em pé de igualdade e vale a opinião desse consumidor antenado. Somente experimentando as melhores práticas em Mídias Sociais, é que as empresas vão encontrando seu caminho. Uma diferente da outra. Criando sua individualidade e personalizando sua comunicação com seu público-alvo.

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Parabéns para quem já percebeu as mudanças de mercado. Sucesso!

Abraços,

Claudia Sardinha


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13th nov 2009
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