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Posted by Claudia Sardinha
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Trabalhando desde o início do mês na Bienal do Livro, que acontece aqui no Rio, até o próximo domingo, pude notar que apesar do evento contar com uma multidão de visitantes, nem todas essas pessoas usufruem, de fato, do prazer e dos conseqüentes benefícios da leitura.
Mas você deve estar se perguntando: o que a Bienal tem a ver com tecnologia e especialmente com lan-house? (pronuncia-se “lã rause”)
Vou explicar. Mas antes, cabe uma breve explicação sobre o que é uma lan-house.
São duas palavras em inglês. Ao “pé da letra”, lan significa rede. E house, casa.
A união dessas duas palavras é usada para identificar um estabelecimento onde computadores estão interligados, ou seja, em rede. (prometo falar sobre redes numa outra oportunidade)
Nesse local, seus freqüentadores pagam pelo uso do computador para acessar a internet, se relacionar em redes sociais, jogar, digitar textos, para mencionar apenas algumas das possibilidades diante do pc conectado.
Para esclarecer a relação que estou fazendo entre a Bienal do Livro e lan-house, compartilho com vocês um fato que vem se repetindo, desde o início da feira de livros.
Estou trabalhando no stand da Larousse (pronuncia-se “lá russe”). Uma editora consolidada no mercado literário, conhecida pelas enciclopédias e tantos títulos interessantes.
Apesar disso, venho sendo abordada por adolescentes entre 12 e 16 anos, fazendo uma pergunta, no mínimo curiosa: “Por favor, quanto é a hora na lan-house?”.

Stand da Editora Larousse
Em resumo, a garotada desavisada vê Larousse e interpreta como Lan-house.
E eu fico pensando quantos estão inseridos na tecnologia, são desenrolados com celulares e tantos aparelhos eletrônicos e mal sabem ler.
Não estou generalizando, mas fico triste por ver essa garotada transitando tão bem em redes sociais, mas não tendo o mesmo desempenho em outros meios.
Ratifico que a pergunta “curiosa” não foi feita a mim por um ou dois adolescentes, mas por vários.
Também não pretendo apresentar soluções, mas promover uma reflexão.
O que estamos fazendo com nosso tempo repleto de tecnologia? Tornando a vida mais práticas? O que fazemos com o tempo que sobra?
Finalizo com um pensamento, atribuído ao Bill Gates.
“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história.” (Bill Gates)
Abraço a todos,
Claudia Sardinha
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18th set 2009
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